O hipotireoidismo é uma disfunção na tireoide (glândula que regula importantes órgãos do organismo), que se caracteriza pela queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina).
É mais comum em mulheres, mas pode acometer qualquer pessoa, independente de gênero ou idade, até mesmo recém-nascidos.
“Quando seu médico diz: “Você está com hipotireoidismo”, significa que você apresenta sintomas comuns, compatíveis com baixa função da sua glândula tireóide, ou seja, sua tireóide está produzindo pouco hormônio.”Diz a Endócrinologista da Clínica Federico Dra. Cassandra Lopes
No recém-nascido, as causas mais freqüentes envolvem:
- a falta de formação da glândula tireóide (defeitos embrionários)
- defeitos hereditários das enzimas que sintetizam os hormônios
- doenças e medicamentos utilizados pela mãe que interferem no funcionamento da glândula da filho
“O hipotireoidismo congênito é uma das principais causas preveníveis de retardo mental. Mesmo quando diagnosticado precocemente, se não tratado e acompanhado de forma adequada, podem ocorrer complicações irreversíveis, como prejuízos no desenvolvimento mental e no crescimento.”Afirma a geneticista Dra Thais Arbocese Zanolla.
Em adultos, a doença pode ser provocada por:
- doença auto-imune (tireoidite de Hashimoto)
- após cirurgia de retirada da tireóide por bócio nodular ou neoplasia
- por medicamentos que interferem na síntese e liberação dos hormônios da tireóide (amiodarona, lítio, iodo)
- (mais raramente) por bócio endêmico decorrente de deficiência de iodo na alimentação
Confira, abaixo, as 10 coisas que você precisa saber sobre hipotireoidismo:
1. Em recém-nascidos, o hipotireoidismo pode ser diagnosticado através da triagem neonatal, pelo “Teste do Pezinho”.
2. O Teste do Pezinho deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê. Em caso de resposta positiva ao hipotireoidismo congênito, o tratamento precisa ser iniciado imediatamente, sob rigoroso controle médico, para evitar suas consequências, entre elas o retardo mental. Assim, o bebê poderá ficar curado e ter uma vida normal.
3. Cerca de um a cada 4 mil recém-nascidos possuem hipotireoidismo congênito.
4. Em adultos, na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto.
5. O tratamento do hipotireoidismo é feito com o uso diário de levotiroxina, na quantidade prescrita pelo médico. E os comprimidos são em microgramas, variando de 25 a 200, e não em miligramas como a maioria dos medicamentos. Por isso, a levotiroxina não deve ser feita por manipulação, pois a chance de erro é grande.
6. Para reproduzir o funcionamento normal da tireoide, a levotiroxina deve ser tomada todos os dias, em jejum (no mínimo meia hora antes do café da manhã), para que a ingestão de alimentos não diminua a sua absorção pelo intestino.
7. Se estiver usando a medicação regularmente, e dessa forma mantendo os níveis de TSH dentro dos valores normais, quem tem hipotireoidismo pode levar uma vida saudável, feliz e completamente normal.
8. Se o hipotireoidismo não for corretamente tratado, pode acarretar redução da performance física e mental do adulto, além de elevar os níveis de colesterol, que aumentam as chances de problemas cardíacos.
9. Depressão, desaceleração dos batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, cansaço excessivo, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso e aumento de colesterol no sangue estão entre os sintomas do hipotieroidismo.
10. Não se deve confundir hipotireoidismo com hipertireoidismo, pois as disfunções são opostas: enquanto no “hipo” existe diminuição da produção de hormônios; no “hiper”, há o aumento.
Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Consultoria
Dra Thais Arbocese Zanolla
Genética Médica
CRM 125.164
Dra Cassandra Lopes
Endocrinologiste e Metabologista
CRM 115.053








